Por Mauricio O. Dias – comoeueratrouxa
Tenho pensado muito na questão de haver ou não um limite ético para piadas. Algo que causa dor a alguém pode ser motivo de riso?
Já há dias considero esta questão. E hoje chegou por email a notícia de que morreu o travesti envolvido naquele escândalo com o Ronaldo. Eu e meus amigos trocamos piadas sobre o fato, como imagino que milhares de pessoas farão. Mas, convenhamos, o cara morreu, né? É um fato que, em si, não pode ser considerado alegre.
Mas mesmo tendo, entre amigos, feito piadas com a morte do mancebo, não acho que seria certo reproduzi-las aqui, que é, afinal, um espaço público. Certos comentários que em privado constituem humor válido, se reproduzidos em público, seriam de mau-gosto ou cafajestes. É uma consideração particular minha. Muita gente boa pensa de modo diferente.
No entanto, certos acontecimentos são tão esdrúxulos que, diante deles, o humor é inevitável. Se vai ser um humor válido ou não depende do talento do emissor e da disposição do receptor em achar graça. Vejamos:
Muita gente acha que o nome genérico daqueles anões do filme ‘A Fantástica Fábrica de Chocolate’ era ‘Lupa-Lupa’. Na verdade, após pesquisa no imdb.com, vi que era ‘Oompa Loompa’.
Só vi a versão de 1971, a clássica com Gene Wilder, não esta mais recente, que reuniu mais uma vez Tim Burton e Johnny Depp.
Pelo que entendi, os ‘Oompa Loompa’ não seriam exatamente humanos, mas uma espécie a parte, como os duendes do Papai Noel, os elfos, gnomos, jóqueis de cavalo e outros diminutos seres da mitologia.
Na versão de 1971, só havia ‘Oompa Loompas’ machos. Como se reproduziam? Serão hermafroditas? Brotam de alguma planta, tal e qual o Saci do nosso folclore?
Quantos anos vive um ‘Oompa Loompa’? O que pode causar sua morte?
Todas essas dúvidas me foram trazidas depois da leitura do texto que se encontra no link:
Escrito por mauricioodias
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