Pintor polonês

novembro 13, 2014

Como eu ia ter acesso a um artista destes antes da internet?
A tela ‘Zasmucona’ (‘Chateada’, ou ‘Pesarosa’) , do pintor polonês Wojciech Weiss (1875 – 1950).

Wojciech Weiss - Zasmucona 1898

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mais alguns ótimos trabalhos deste artista podem ser vistos nos links (clicar nas imagens para ampliar):
http://www.pinakoteka.zascianek.pl/Weiss/Index.htm
http://www.pinakoteka.zascianek.pl/Weiss/Weiss_2.htm
http://www.pinakoteka.zascianek.pl/Weiss/Weiss_3.htm
http://www.pinakoteka.zascianek.pl/Weiss/Weiss_4.htm
http://www.pinakoteka.zascianek.pl/Weiss/Weiss_5.htm


No país de Albrecht Dürer

novembro 9, 2014

No jornal ‘O Globo’ de hoje, 09/11/2014, há uma matéria sobre as dificuldades que ainda existem na Alemanha em decorrência da unificação (pags. 50-52).
Num box fala-se de como Leipzig se tornou um pólo cultural, e de um artista de lá, Neo Rauch, 54 anos, que, segundo a matéria “mal consegue dar conta das inúmeras encomendas que recebe de colecionadores do mundo inteiro, fascinados pela sua arte monumental, expressiva e melancólica, embora o seu quadro mais barato custe mais de $ milhão de euros.
($1 euro = $3,19 reais)
Confesso que não conhecia. Fui procurar o trabalho do sujeito na internet. É figurativo, influenciado pelo realismo-socialista, e, de acordo com a wikipedia “suas pinturas monumentais tem como influência a obra de surrealistas como Giorgio de Chirico e René Magritte“.
Sei que a wikipedia não é fonte respeitável, mas realmente o trabalho dele lembra mesmo os dos pintores citados. O que, em linguagem honesta, é o mesmo que dizer: É uma MERDA de todo o tamanho.
Vejam vocês mesmos, cliquem nas obras para ampliá-las:
http://www.davidzwirner.com/artists/neo-rauch/survey
http://www.davidzwirner.com/artists/neo-rauch/survey/page/2
http://www.davidzwirner.com/artists/neo-rauch/survey/page/3
http://www.davidzwirner.com/artists/neo-rauch/survey/page/4

Agora, pensar que tem alguém dando R$ 3 milhões nisso, faz lembrar a frase atribuída ao famoso dono de circo americano, P.T. Barnum (1810 – 1891) , mas que na verdade foi dita por um certo David Hannum, rival de Barnum. A frase é: “There’s a sucker born every minute” (“A cada minuto nasce um otário”).


Os anos passam, a maioria das coisas não muda

janeiro 16, 2014
Por Mauricio O. Dias – comoeueratrouxa
Com o passar dos anos, a capacidade de se indignar arrefece em prol do reconhecimento da dificuldade de mudar as coisas que lhe parecem erradas? O idealismo deve fatalmente ser substituído pelo pragmatismo?
Fiquei pensando nisto ao achar em meus arquivos um texto escrito há uns quinze anos, e que jamais havia vindo a público. Segue o mesmo abaixo, inseri uma referência à banda larga de internet e outra à wikipedia, as quais não constavam do texto original. Publicá-lo aqui não vai ter efeito nenhum, claro, mas  manifestar-se é uma necessidade humana:
O alto percentual de pessoas ignorantes já é um problema sério. Mas o fato de não terem noção do QUÃO ignorantes elas são é um problema ainda maior. Mal comparando, uma pessoa ser cega, é para ela, sem dúvida, um grande problema. Mas se ela ignorasse as limitações que este fato lhe impõe, seria pior. Imaginem o seguinte diálogo surreal:
“-Vou dirigir este ônibus escolar cheio de crianças.”
– Não pode, meu amigo, você é cego. Vai causar um acidente, matar gente…

A ignorância é assim. Por desconhecer as limitações inerentes que o fato de ser ignorante acarreta, a ignorância do indivíduo deixa de ser apenas uma fonte de problemas individuais para ele, e se torna, além disto, também um problema para a sociedade. A pílula anticoncepcional já foi medicamente aprovada há mais de cinquenta anos, mas idiotas seguem botando filhos no mundo, mesmo sem terem condições de fornecer a parte da educação que os pais devem prover – sim, pois educação não é só questão de escola. Não adiantaria mandar uma criança para uma boa escola e os pais ficarem xingando-se mutuamente na frente da criança, o pai chegar em casa bêbado, a mãe sair com diferentes homens toda semana. Educação é um processo permanente, e a criança não fica 24 horas por dia na escola, então parte da educação é sim feita em casa, na vizinhança onde mora, etc.

Mas, esta hipótese levantada, a de mandar uma criança para uma boa escola, é realidade para um percentual bem pequeno da população brasileira. E todo mundo sabe que a educação pública no Brasil é um lixo.

– Ah, mas não deveria ser assim…” Não deveria, mas é. Ponto. É um fato, e não vai mudar nos próximos dez anos.

Aproveitando o ensejo: Todo mundo sabe que a saúde pública no Brasil é precária. Repita a mesma argumentação do trecho acima. Então, por que pessoas que não podem pagar um colégio decente por quatorze anos, mais uns cinco anos de curso de inglês, mais uns vinte anos de plano de saúde, mais uma banda larga de internet – fundamental nos dias de hoje – ainda acham que podem ter filho? (e, principalmente, ‘filhoS’, no plural, com ‘s’ no final) Além da pílula anticoncepcional , preservativos, DIU, vasectomia, ligadura de trompas (laqueadura), em caso de necessidade extrema, há a pílula do dia seguinte – http://pt.wikipedia.org/wiki/P%C3%ADlula_do_dia_seguinte

Não tenha filhos se você não tem dinheiro. Não amplie seu problema financeiro, e não o estenda a seu(s) filho(s)  – condenando-os à uma educação parca, grande é a chance que eles jamais venham a ter dinheiro. E numa situação destas, o culpado maior por uma vida difícil e com pouco conforto não será a sociedade, as elites, o governo, os EUA, mas sim os pais da criança em questão, pois são eles que detinham o poder de impedir que ela nascesse.


Poeira e teias de aranha

outubro 15, 2013

Fuçando na rede, descobri, além de um homônimo que grafa seu nome exatamente igual ao que faço com o meu em trabalhos de texto e arte, também a (que creio ser) última crítica que escrevi para o Jornal do Brasil, no já longínquo ano de 2011.  Quem quiser ler, encontra-se aqui:                                                                                      

http://www.jb.com.br/programa/noticias/2011/07/08/critica-coracoes-perdidos


Zumbi

agosto 11, 2013

Este meu blog é um cadáver, já está morto há tempos. Não o enterrei ainda por compaixão, mantenho-o embalsamado pra parecer que ainda vive – como a mãe de Norman Bates em ‘Psicose’. Atualmente só me manifesto por redes sociais, mais notadamente o twitter. Por conta disto, resolvi selecionar aqui algumas tuitadas humorísticas (ou mal-humoradas) que soltei nos últimos meses, para quem puder se interessar (alguém???). Algumas são muito específicas, como uma referência a Stoya, nome artístico de uma atriz pornô. Às vezes a tuitada é um reply à tuitada de outra pessoa, a qual precisa ser lida anteriormente para que tudo faça sentido (mas nos links pode-se ler as frases anteriores, quando as há) . Enfim, como eu disse na primeira linha do texto, “este meu blog é um cadáver, já está morto há tempos”. Seguem as tuitadas que selecionei (da mais recente pra mais antiga):

https://twitter.com/mauricioasodias/status/348108105118273536

https://twitter.com/mauricioasodias/status/347153983460225024

https://twitter.com/mauricioasodias/status/345334239186800640

https://twitter.com/mauricioasodias/status/346740424863531008

https://twitter.com/mauricioasodias/status/345254117008109568

https://twitter.com/mauricioasodias/status/342175530268893184

https://twitter.com/mauricioasodias/status/340251482165243905

https://twitter.com/mauricioasodias/status/328625017992663040

https://twitter.com/mauricioasodias/status/314422132937486337

https://twitter.com/mauricioasodias/status/313192315537719296


citando e andando

março 24, 2013

Mais uma do livro do Pondé, aqui ele cita um pensador francês do séc. XIX:

“(…) Uma coisa que nosso conde (Alexis de Tocqueville) percebeu é que o homem da democracia, quando quer saber algo, pergunta para a pessoa do seu lado, e o que a maioria disser, ele assume como verdade. Daí que, no lugar do conhecimento, a democracia criou a opinião pública.”
Luiz Felipe Pondé, em ‘Guia Politicamente Incorreto da Filosofia’; edição de 2012; pág. 51


Uma era de mediocridade

março 14, 2013

Tirado de um livrinho interessante:

Outro tipo mentiroso e politicamente correto é o “artista”. As artes plásticas contemporâneas ajudam muito para isso, na medida em que gente que não sabe desenhar pode ser artista figurativo. Nada que eu consiga desenhar ou pintar pode ser levado a sério como arte figurativa, porque eu não sei pintar ou desenhar nada. Um amigo num caderno cultural importante ou uma tese de mestrado ilegível numa universidade de nome sobre a obra de alguém pode fazer dele um grande artista. A crítica da forma e da coerência na ‘narrativa estética’ (que em si pode sim ter um significado) tornou-se um grande cabide de emprego para artistas falsos, mas bem relacionados.’

Luiz Felipe Pondé, em ‘Guia Politicamente Incorreto da Filosofia’; edição de 2012; pág 101-102.