Quero fazer uma aposta com você

Olá, LEITOR!

Dirijo-me a você desta forma por que não sei o seu nome – pode ser que você seja um amigo próximo, eu obrigo os amigos (as) a lerem meus textos, sou inflexível nessa exigência – chego mesmo a ser ligeiramente sufocante com eles, amigos; não tão sufocante quanto o estrangulador de Boston, mas ainda assim, alguém que pode ser difícil.

Pode ser também que você nunca tenha me visto e tenha entrado nesta página por acaso – bem vindo. Seja você um conhecido ou não, como diz o título do texto, quero fazer uma aposta com você. Sei que o seu tempo é precioso. E se você é um trabalhador assalariadado e está neste momento acessando do computador do seu trabalho, este tempo em particular nem sequer te pertence, você o vende ao patrão em troca de seu salário.

Então, entendo o valor do tempo. Hoje em dia quem tem tempo para se dedicar à leitura de tijolos como ‘A Montanha Mágica’, os vários volumes em conjunto de ‘Em busca do tempo perdido’, ver a quatorze horas da série de TV Berlin Alexanderplatz de Fassbinder, ouvir as óperas de quatro horas de Wagner? Ninguém.

Não digo ‘ninguém’ literalmente; no mundo inteiro, entre os seis e meio bilhões de habitantes devem haver alguns milhares de pessoas que se propõe ao longo da vida a executar uma destas maratonas artísticas. Destes milhares que se propõe a tais feitos, poucos devem concluí-los. Eu mesmo, tentei enfrentar a ‘Montanha Mágica’ e interrompi no meio a ‘escalada’, refuguei tal qual um Baloubet du Rouet (não lembra? vai no google procurar…) e voltei para o meu Raymond Chandler, ou um Umberto Eco básico.

No mundo inteiro, umas mil pessoas/ano devem concluir toda a leitura de ‘Em busca do tempo perdido’, e não digo que estas mil tenham começado a leitura neste mesmo ano, a tarefa hercúlea pode levar o período que separa uma Olimpíada da outra, até mais. Mil pessoas/ano, estatisticamente é 0,000015 % da população mundial. Daí me parecer válido o uso do pronome indefinido ‘ninguém’. 

E é perfeitamente compreensível que as pessoas, diante das tarefas necessárias da vida, do apelo fácil do entretenimento, não tenham como se dedicar a tais empreendimentos. E por que entabulei esta conversa? Pela simples razão que quero postar um conto de oito páginas, o que para os padrões de internet, é muito. Leva cerca de 17 minutos pra ler.

Eu sei que se vou roubar 17 minutos seus, tenho que dar algo em troca. Então, quando eu escrevo algo assim, tenho em mente que devo fazer com que o texto valha a pena para quem se dispuser a lê-lo – e para escrevê-lo, e cortar daqui, acrescentar dali, levei bem mais do que 17 minutos. Também não gosto de desperdiçar MEU tempo; logo, se o escrevi, foi por, conscientemente, acreditar nele.

Se você está trabalhando, e tem um patrão presente, é melhor ler depois, ler agora poderia te render uma bronca. Se depois de ler o conto, você sentir que seu tempo foi desperdiçado, envie uma mensagem reclamando. Se for pertinente, eu a publico. Mais que isso não posso fazer, não há como devolver o dinheiro da entrada, visto que esta nunca foi cobrada.

Se gosta de ler com trilha sonora, recomendo um canto gregoriano. Se estiver disposto a embarcar, clique no link: https://comoeueratrouxaaos18anos.wordpress.com/tio-guido

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