O mapa da mina

Por Mauricio Dias – comoeueratrouxa

Não por estar com preguiça de escrever, mas por achar que escrever não seja o fim, mas um meio – dentre vários outros –  para se chegar ao fim em si, hoje vou começar só indicando textos e links que acho interessantes.

A Rainha Elizabeth em dois tempos e estilos diferentes – olha o contraste:

Retrato feito por Pietro Annigoni em 1956 –

http://www.artrenewal.org/pages/artwork.php?artworkid=25270&size=large

E a maldade feita por Lucian Freud em 2001 –

http://www.tinmangallery.com/portraits/queenFreud/queenPortraitFreud.html

Semana passada escrevi sobre o tipo de evento ou “forma de expressão” que é considerado merecedor de incentivos por parte do Ministério da Cultura (post abaixo, ou o que se encontra em https://comoeueratrouxaaos18anos.wordpress.com/2007/10/19/tem-alguem-com-a-mao-no-meu-bolso ).

Depois de postar aquele breve comentário, lembrei-me de um livro excelente, publicado na Inglaterra em 1944, “O CAMINHO DA SERVIDÃO”, do prêmio Nobel de Economia Friedrich A. Hayek:

“E quando as autoridades controlam diretamente o uso de mais da metade da renda nacional acabam controlando indiretamente quase toda a vida econômica da nação. Assim sucedeu, por exemplo, na Alemanha desde 1928 e prosseguiu por todo o governo Nazista, de 1933 a 1945. Em tal quadro, poucos serão os objetivos individuais cuja realização não dependa da ação estatal; quase todos eles serão abrangidos pela “escala de valores sociais” que orienta a ação do Estado.” Pág 77 (parag. 3) – 78 (parag. 1), 5a. Edição, Instituto Liberal – RJ.

Este livro de Hayek, essencial, pode ser comprado no site http://www.institutoliberal.org.br

No caso dos incentivos do Ministério da Cultura brasileiro, não posso deixar de ver ali uma distorção de valores a que não se chega por acaso. Aquilo é fruto de um planejamento, e de anos de pré-anestesia injetada pela mídia no público – o qual, via de regra, não concorda com tais critérios, mas, dopado, não tem capacidade de reação. Esta “injeção” é ministrada visando certos obejtivos. Quais são, por enquanto deixarei a cargo do leitor.

Alem de “O CAMINHO DA SERVIDÃO”, este texto abaixo, de Olavo de Carvalho, serve como introdução para compreender o Brasil: Clicar no link http://www.olavodecarvalho.org/textos/2005doencaexistencial.html

A falta de interesse nacional pela rica tradição cultural ocidental faz com que a passividade diante do que se autoproclama arte – a celebração do grotesco, do engodo, da fraude óbvia -,  por aqui se alastre como fogo no palheiro, mas este não é um problema exclusivo brasileiro.

E aqui volta-se ao primeiro tópico do post: gosto de Lucian Freud, mas alguém encomendar a ele um retrato de efeméride da realeza demonstra no mínimo falta de percepção. Mas pode ser também um caso de sabotagem interna. Alguém consegue imaginar se num evento em que a Rainha estivesse presente, um dj lançasse no sistema de som a ultrajante versão de “God Save The Queen” dos Sex Pistols?  (ver http://letras.terra.com.br/sex-pistols/35850)

Pois se até a Rainha da Inglaterra, cercada de conselheiros e assessores, cai na esparrela de se permitir ser ridicularizada em nome da arte (e ainda pagar $$ caro por isso), que chance de defesa tem o público classe média brasileiro?

Nenhuma, permance dopado, pagando imposto e alimentando regiamente sinecuras: uma mina de ouro, inesgotável.

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