Ativismo ou arbitrariedade?

Por Mauricio Dias – comoeueratrouxa 

Esta semana foi caótica, na quarta-feira choveu na cidade do Rio de Janeiro o previsto para um mês e meio, as encostas do Rebouças desmoronaram, o trânsito parecia um dia festivo no inferno (Eles devem ter dias festivos lá, tipo a celebração do aniversário de Hitler, quando todos os capetas têm ponto facultativo).

E no site do wordpress.com, tava impossível fazer login. Então não lancei nada no blog desde segunda, pois tinha também uma ocupação extra: um amigo me pediu para adiantar parte da tradução de um filme, um documentário sobre o direito dos anglicanos americanos nomearem gays como bispos. (O meu amigo, com medo de se prejudicar no trabalho, frisou que eu colocasse aqui que ELE IRIA REVISAR TUDO. Ele acha que alguém lê o que eu escrevo?)

Comecei a fazer, pela grana, mas não tive estômago pra terminar. Um dos ativistas gays que é seguidas vezes entrevistado se refere aos anglicanos e episcopais que não querem bispos gays em suas igrejas como ‘homofóbicos’.

Homofobia é, além de crime qualificado, algo moralmente deplorável: agredir fisicamente ou ofender gays é uma brutalidade. Agora, uma pessoa ligada a uma religião tradicional não querer que o representante desta religião seja um homossexual, não caracteriza, de modo nenhum, homofobia.

Aqueles que discordavam dos dogmas católicos no séc. XVI fundaram sua própria Igreja. Um direito deles. Mas querer mudar uma instituição por dentro para que ela se adeque aos interesses de um grupo minoritário me soa estranhíssimo.

Sei lá, vou entrar para um clube de adeptos da alimentação macrobiótica, e comparecer aos encontros levando hambúrgueres e batata-frita, e ficar insistindo para que eles aceitem aquilo como parte da dieta?

Não! Eu posso, se quiser, fundar um novo clube, o dos Macrobióticos Que Aceitam Junk Food, uma dissidência não vinculada ao grupo original. Mas ficar panfletando para mudar radicalmente aquela instituição pré-existente, cujas regras eu já conhecia, e à qual ninguém me obrigou a aderir? Isto não é algo que se faça por vontade de ingressar num grupo, mas simplesmente por desejo de enfraquecer o mesmo e desestabilizá-lo.

Já é o segundo trabalho que eu recuso por questões morais. Dói no bolso, mas não consigo ser de outra forma.

Mudando de assunto, quadrinhos em língua inglesa cheios de non-sense e crueldade, mas hilários:

http://www.pbfcomics.com

(tem que ir na listinha na parte inferior da tela e ir clicando nome a nome).

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: