Made in USA

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Teve uma época, há anos, que andei lendo críticos de cinema americanos, mais especificamente Andrew Sarris e Pauline Kael.

Leituras que valeram a pena, especialmente Kael. Sarris era muito conservador, e o livro que eu li só cobria até 1968 (‘The American Cinema’).

Nas suas listas de “melhores do ano” (de 1958 até 1987 no Village Voice; a partir de 1989 no New York Observer) ele deixou de fora títulos que mereciam estar ali. As listas até 2006 podem ser lidas em inglês no link

http://alumnus.caltech.edu/~ejohnson/critics/sarris.html

Sarris cede excessivamente ao gosto médio, especialmente a partir dos anos 80 – tudo bem que tem anos que são muito fracos, e você tem que selecionar a partir do que foi exibido. Mas espera aí… ‘Titanic’, ‘Meu primo Vinny’, ‘Kill Bill’ – tanto o 1 como 2 – , ‘Sin City‘… Para Sarris, o ‘Lost in Translation’ (qual o nome em português dessa bobagem? Googlei: ‘Encontros e Desencontros’) de Sofia Coppola foi o MELHOR em língua inglesa de 2003. PQP!

Neste site que eu destaquei, constam também entre os selecionados por Sarris como ‘os melhores filmes dos anos 80’ duas séries para TV. A alemã ‘Berlin Alexanderplatz’ de Fassbinder, e uma minissérie inglesa de 1986, ‘The Singing Detective‘, dirigida por Jon Amiel. Essa última acho que nunca passou aqui, de repente dá pra baixar na internet.

Voltando ao foco: títulos como  ‘West Side Story’, ‘Midnight Cowboy’ ‘Dr. Fantástico’, ‘2001’, ‘Laranja Mecânica’, ‘M.A.S.H.’, os três grandes do Monty Python, ‘Taxi Driver’, ‘Caçadores da Arca Perdida’,  ‘O Grande Lebowski’, estão ausentes das listas de seus respectivos anos.  Ele deixou de fora também outros imprescindíveis como ‘Um corpo que cai’ e os dois primeiros ‘O Poderoso Chefão’. Curiosamente, a parte III, infinitamente pior que as anteriores, está entre os melhores de 1990. Vai entender…

Dá pra notar que, por alguma razão, Sarris dá preferência a alguns nomes que, na minha modesta opinião, não parecem ter muita relevância: John Sayles, Robert Benton, Steve Kloves – com certeza têm outros na mesma situação que eu não lembrei de apontar aqui. E, ao mesmo tempo, o crítico inclui na lista obras outonais e significativamente menores de diretores que foram grandes outrora, mas que naquele momento selecionado por ele já estavam descendo a ladeira: ‘A condessa de Hong Kong’ (Chaplin), ‘Avanti!’ (Billy Wilder), ‘Sete Mulheres’ (John Ford), ‘Topázio’ (Hitchcock).

Já Pauline Kael declarou-se aposentada em 1991 (”The prospect of having to sit through another Oliver Stone movie is too much.” – declarou na ocasião). Ela morreu em 2001. Suas resenhas podem ser lidas em inglês no link

http://www.geocities.com/paulinekaelreviews

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