Uma era de mediocridade

Tirado de um livrinho interessante:

Outro tipo mentiroso e politicamente correto é o “artista”. As artes plásticas contemporâneas ajudam muito para isso, na medida em que gente que não sabe desenhar pode ser artista figurativo. Nada que eu consiga desenhar ou pintar pode ser levado a sério como arte figurativa, porque eu não sei pintar ou desenhar nada. Um amigo num caderno cultural importante ou uma tese de mestrado ilegível numa universidade de nome sobre a obra de alguém pode fazer dele um grande artista. A crítica da forma e da coerência na ‘narrativa estética’ (que em si pode sim ter um significado) tornou-se um grande cabide de emprego para artistas falsos, mas bem relacionados.’

Luiz Felipe Pondé, em ‘Guia Politicamente Incorreto da Filosofia’; edição de 2012; pág 101-102.

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