Speedy Gonzalez

outubro 5, 2009

.

Protesto na porta da Disney acaba com a prisão de manifestantes. Agora, saca a cara de mexicano do sujeito vestido de Mickey.  Tá mais pra Ligeirinho. Arriba, arriba, arriba!

Mickey-algemado

Se você não sabe quem é o Ligeirinho,  segue uma imagem abaixo:

speedy_gonzales

Anúncios

Os quadrinhos sem desenhos – parte 3

agosto 27, 2009

Mais uma história de quadrinhos sem desenhos, no link

https://comoeueratrouxaaos18anos.wordpress.com/quadrinhos-sem-desenhos-3


Não adianta vir com guaraná pra mim

julho 10, 2009

Por Mauricio O. Dias – comoeueratrouxa

Tenho pensado muito na questão de haver ou não um limite ético para piadas. Algo que causa dor a alguém pode ser motivo de riso?

Já há dias considero esta questão. E hoje chegou por email a notícia de que morreu o travesti envolvido naquele escândalo com o Ronaldo. Eu e meus amigos trocamos piadas sobre o fato, como imagino que milhares de pessoas farão. Mas, convenhamos, o cara morreu, né? É um fato que, em si, não pode ser considerado alegre.

Mas mesmo tendo, entre amigos, feito piadas com a morte do mancebo, não acho que seria certo reproduzi-las aqui, que é, afinal, um espaço público. Certos comentários que em privado constituem humor válido, se reproduzidos em público, seriam de mau-gosto ou cafajestes. É uma consideração particular minha. Muita gente boa pensa de modo diferente.

No entanto, certos acontecimentos são tão esdrúxulos que, diante deles, o humor é inevitável. Se vai ser um humor válido ou não depende do talento do emissor e da disposição do receptor em achar graça. Vejamos:

Muita gente acha que o nome genérico daqueles anões do filme ‘A Fantástica Fábrica de Chocolate’ era ‘Lupa-Lupa’. Na verdade, após pesquisa no imdb.com, vi que era ‘Oompa Loompa’.

Só vi a versão de 1971, a clássica com Gene Wilder; não esta mais recente, que reuniu mais uma vez Tim Burton e Johnny Depp.

Pelo que entendi, os ‘Oompa Loompa’ não seriam exatamente humanos, mas uma espécie a parte, como os duendes do Papai Noel, os elfos, gnomos, jóqueis de cavalo e outros diminutos seres da mitologia.

Na versão de 1971, só havia ‘Oompa Loompas’ machos. Como se reproduziam? Serão hermafroditas? Brotam de alguma planta, tal e qual o Saci do nosso folclore?

Quantos anos vive um ‘Oompa Loompa’? O que pode causar sua morte?

Todas essas dúvidas me foram trazidas depois da leitura do texto que se encontra no link:

http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1223791-5602,00-HOMEM+MORRE+APOS+CAIR+EM+TONEL+DE+CHOCOLATE+NOS+EUA.html


Os quadrinhos sem desenhos – parte 1

junho 12, 2009

Ah, sim, eu não tinha lançado aqui na sequência de posts um link para a  primeira história em quadrinhos sem desenhos:
https://comoeueratrouxaaos18anos.wordpress.com/quadrinhos-sem-desenhos


Bizarro

março 18, 2009

Sei que essa coisa de indicar links para imagens ou filmes é meio preguiçosa.

O filme que se vê no link abaixo é da série “teu passado te condena“. Foi dica do Leonardo Comprido, já citado neste blog.

Tem dois minutos de duração. Em que ano foi feito? Arriscaria 1967, 68. Engraçado é que Woody Allen faz o número usando óculos, um risco desnecessário.  Até que ele tem um belo jogo de pernas.

Ver aquele que foi a personalidade mais interessante do cinema mundial de 1977 até pelo menos 1990 fazer um papel destes dá esperanças a todos que ainda não conseguiram um lugar ao sol – grupo este no qual evidentemente me incluo. Em breve pretendo enfrentar um tamanduá, pra ver se mudo minha sorte. Deixá-lo-ei com a boca cheia de formiga. Clicar em:
http://www.youtube.com/watch?v=dPqvqPIGFts


Levando a vida na flauta

março 13, 2009

Por Mauricio O. Dias – comoeueratrouxa

a) Preâmbulo

P.Q.P., estou sentado pra escrever sobre os quadrinhos do Arnaldo Branco, e um peruano pára em frente ao meu prédio com caixas de som que ficam tocando aquela música melancólica que eles fazem com aquela flautinha indígena – a que parece a flauta de Pan, e eu não faço nem idéia de qual seja o nome que eles dão ao instrumento.

Mas o tema da minha coluna/artigo já ta fixado, vou falar de quadrinistas da internet, em comparação ao Henfil. Então a flauta fica pra coluna que vem.

b) O texto em si

Isto tudo foi o que pensei há três dias, quando lancei o texto sobre quadrinhos, o qual está logo abaixo deste  (e há um link para ele ao final deste texto, não precisa interromper a leitura agora).

Agora, vou falar do peruano.

Aquela flautinha, que tristeza! Todo o anacronismo, a inviabilidade e inadequação ao mundo civilizado que ela traz inserida. Certos instrumentos trazem este sentimento embutido, como o acordeon. São como fotógrafos lambe-lambe de rua ou carrossel de parque bem pobre e fuleiro, com tinta descascando: restos de um mundo que não tem mais lugar.

E o que é pior, paro de escrever, pego o elevador, atravesso o corredor para ir lá ver qual é o esquema. É só a aparelhagem de som reproduzindo o cd. O andino, indolentemente recostado ao aparelho, nem sequer toca ao vivo. Assim, rola música sem interrupção para descanso, seja do músico ou dos infelizes ouvintes. Ouço “Don’t Cry For Me, Argentina”. Por que a Argentina iria chorar por vocês? Entregaram o jogo pra eles na Copa de 78.

E o apartamento onde moro não é de frente pra rua, uns trinta metros me separam do peruano. Imagino quem mora de frente – o volume certamente é bem mais alto: estes devem ter ganas de fazer uma maldade com o pobre sujeito, jogar um balde d’água, algo assim. Imagino um casal de vizinhos meus, já idosos, e que moram no apto. 101, bem de frente pra cena do crime. Estão no sossego do seu lar, começa o cantar da flautinha agourenta.

– Ih, o peruano de novo, o que a gente faz com ele?

– Lima!

– É pra limar o cara ou mandar ele pra Lima?

– Whatever, desde que ele pare!

Na real, acho que o meu vizinho, o ‘Seu Luiz’, do alto de seus 80 e tantos anos não fala “Whatever”.

“Imagine”; “Hey Jude”. O repertório do cara é eclético. Triste que John Lennon tenha morrido com uma overdose de chumbo no lombo; mas seria ainda mais triste se ele estivesse vivo vendo o peruano maltratar “Imagine”. Cadê o psicopata Mark Chapman com o revólver, quando a gente precisa dele?

Garotos que tocam rabeca na porta do Shopping Center também são tristes, claro! Mas este peruano – ou boliviano, sei lá – é mais triste ainda: ele veio de longe pra isso. Isso é o ápice da vida dele. Se o cara viajou 5.000 km pra tocar flauta numa rua do Rio de Janeiro, pensa qual devia ser a perspectiva de vida que lhe era reservada em sua terra?

Tento imaginar sua vida, partindo de uma série de estereótipos: ele criança em sua cidadezinha natal, descalço no quintal enlameado do casebre da família, onde mora com seis irmãos e a mãe, viúva desde que o pai morreu numa explosão na mina de prata onde trabalhava. Ele come um prato de farinha de mandioca, enquanto olha as galinhas ciscando a terra, e pensa: Se Dios quiser, um dia ainda vou pro Brasil pra ser músico.

Aposto que o Pablo, do “Qual é a Música?”, aquela figura brega e purpurinada, um dia sonhou a mesma coisa. Quem disse que a fada-madrinha não atende os desejos? Queriam Brasil, aqui estão. Vidão, hein?

(Aliás, não sei se é por ter falado no Pablo, lembrei de uma curiosidade: “Peruanos” é para muitos gays a palavra mais bonita da língua portuguesa. Começa em “peru” e termina …)

Alguém pode argumentar que um cara que toca Bach ao piano também não está inserido no mundo que conhecemos. Também. Mas se ele toca razoavelmente bem, pode se consolar que o que ele faz é bom, o mundo é que não está a altura dele. O peruano da flautinha não. Ele não é melhor que o mundo; ele é chato, irrelevante, alijado da essência. Periférico como uma prostituta de zona de garimpo.

Pra quem não viu, recomendo “Broadway Danny Rose” do Woody Allen. Uma obra muito humana, está embutida deste sentimento do começo ao fim. Ou “A Última Sessão de Cinema”, de Bogdanovich. Quem é da minha geração, e viu os cinemas onde passou a infância virarem igrejas evangélicas vai se identificar um pouco.

Sobre quadrinistas da internet,  rolar um pouco a barra para baixo, é o segundo texto (ou clicar no link :  https://comoeueratrouxaaos18anos.wordpress.com/2009/03/10/opiniao-e-que-nem-o-simbolo-quimico-do-cobre )


Caveira, meu capitão!

março 12, 2009

hamlet

…para ter essa caveira aqui é preciso ter caráter. Coisa que o senhor não tem.” Capitão Nascimento, interpretado por Wagner Moura, em ‘Tropa de Elite’.

Por Mauricio O. Dias – comoeueratrouxa

Sexta, dia 13 de março, estréia no Rio de Janeiro a versão de Hamlet, dirigida por Aderbal Freire-Filho e com Wagner Moura interpretando o papel-título (informação tirada do ‘blog oficial’ do ator  – http://www.wagnermoura.blogger.com.br).

Não resisto a uma bobagem, imagino um breve diálogo entre o príncipe da Dinamarca e o Capitão Nascimento.

Hamlet – Ser… ou não ser?

Capitão Nascimento (entra atirando em Hamlet) – Nunca sereis!

Eu mesmo já postei aqui minha versão – cômica – da história, no link https://comoeueratrouxaaos18anos.wordpress.com/2007/08/19/o-hamlet

A versão de Shakespeare, como a maioria de sua obra, também não é a original, mas uma melhoria de versões anteriores.