Pula a fogueira, Iaiá

Sou plenamente favorável ao maior controle da venda de bebidas a menores de idade. Agora que se aproxima o período de festas juninas, é comum ver cenas tristes protagonizadas por meninos em andrajosas roupas remendadas de caipira, trajando chapéu de palha, e enchendo a cara de quentão. Não se deixem enganar pelos cavanhaques e bigodes – são feitos a lápis de sobrancelha, para tentar burlar a lei e permitir aos adolescentes o acesso a etílicos entorpecentes (apenas um parêntese, verdadeiro: o que hoje comumente se chama festa  junina era chamada inicialmente de festa joanina, em homenagem ao são João Batista).

O mais triste foi que, há coisa de dois anos, presenciei um grupo de juvenis bêbados, e ao relatar o que se passava ao delegado de plantão no local, ele deu de ombros e falou ‘anarriê’ – que suponho ser uma saudação fascisto-verde-galinácea.

Mas agora a lei recrudesceu. Se eu encontrar novamente um bando como aquele, denuncio-os por formação e dança de quadrilha. E espero que principalmente as meninas evitem o abuso de álcool, pois que ele muitas vezes incorre em maus passos que geram casamentos na roça sob a mira de uma arma – olha a cobra!

Segue abaixo um triste flagrante que captei com minha rolleiflex. Vejam que o infante inclusive perdeu o controle das funções excretoras, e segue, incontinenti e incontinente, urinando em tudo o que vê – dobrado – pelo caminho.

Drinking_Bacchus - Guido Reni

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